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Base científica

A ciência do nosso método

Nosso método não nasceu de opinião. Ele segue critérios diagnósticos reconhecidos, recomendações internacionais de manejo e o uso sistemático de instrumentos validados para medir a evolução de cada paciente.

Diagnóstico

Fibromialgia é um diagnóstico real

A fibromialgia é uma condição clínica reconhecida, com critérios diagnósticos formais estabelecidos e revisados por sociedades médicas internacionais. O diagnóstico se baseia no padrão e na distribuição da dor, na duração dos sintomas e na presença de fadiga, sono não reparador e sintomas cognitivos — avaliados de forma estruturada.[1]

Ou seja: não é preciso um achado de imagem para que o diagnóstico exista. O que é preciso é uma avaliação clínica conduzida com método, tempo e instrumentos adequados.

Mecanismo

Por que os exames não mostram

Exames de imagem e laboratoriais foram feitos para encontrar lesões: uma inflamação, uma fratura, um tecido alterado. Na dor crônica generalizada, o problema costuma não estar no tecido, e sim no modo como o sistema nervoso processa os sinais de dor.[2]

Esse fenômeno é chamado de sensibilização central. É como se o volume do sistema de alarme do corpo ficasse permanentemente alto: estímulos que normalmente não doeriam passam a doer, e estímulos dolorosos passam a doer mais e por mais tempo. O alarme está real e desregulado — mesmo com o tecido íntegro no exame.[3]

Manejo

O que a ciência diz sobre o manejo

As recomendações internacionais convergem em um ponto: o manejo da fibromialgia é multidisciplinar e individualizado. Combina medidas não farmacológicas — como exercício adaptado, estratégias de sono e abordagens psicológicas — com decisões farmacológicas tomadas caso a caso pelo médico, conforme o perfil de sintomas de cada pessoa.[4]

Não existe protocolo único que sirva para todo mundo. Existe avaliação criteriosa, decisão médica individual e ajuste ao longo do tempo.

Método

Por que medir importa

Quando a dor, o sono, a fadiga e o impacto funcional são medidos com escalas validadas, deixa de ser necessário depender apenas da memória da última semana. A evolução fica visível, comparável e discutível entre médico e paciente.[5]

A literatura sobre acompanhamento estruturado e monitoramento sistemático de desfechos aponta na mesma direção: medir com regularidade apoia decisões clínicas mais precisas e ajustes mais rápidos quando algo não está funcionando.[5]

Uma avaliação conduzida com método.

Escalas clínicas validadas antes da consulta, tempo real com um médico habilitado e acompanhamento com reavaliações periódicas.

Referências

  1. Wolfe F, et al. "2016 Revisions to the 2010/2011 Fibromyalgia Diagnostic Criteria." Seminars in Arthritis and Rheumatism, 2016.
  2. Clauw DJ. "Fibromyalgia: A Clinical Review." JAMA, 2014.
  3. Woolf CJ. "Central sensitization: implications for the diagnosis and treatment of pain." Pain, 2011.
  4. Macfarlane GJ, et al. "EULAR revised recommendations for the management of fibromyalgia." Annals of the Rheumatic Diseases, 2017.
  5. Kroenke K, Monahan PO, Kean J. Pragmatic characteristics of patient-reported outcome measures are important for use in clinical practice. J Clin Epidemiol. 2015;68(9):1085-1092.

Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica.